O Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia – ENANPEGE, ocorrerá entre os dias 09 e 13 de outubro de 2023 em Palmas-Tocantins. Em sua 15° edição, o ENANPEGE consolida-se pelo debate plural que provoca acerca das Geografias, além da busca pela valorização e incentivo da produção de conhecimento científico na área. Nesta edição, pretende-se discutir as “GEOGRAFIAS DA ESPERANÇA: Revisitar o Brasil, dialogar com o Mundo” e você está convidado (a) a participar do debate e contribuir com suas experiências!
Os professores irão coordenar os GTs 12, 16, 76 com pesquisadores/as de outras instituições nacionais e internacionais; seguem os dados para os interessados encaminharem vossos trabalhos a partir das investigações no âmbito da pós-graduação em Geografia.
Informações e prazos para submissão dos trabalhos em: https://enanpege.com.br/
Sobres os GTs aprovados pelos docentes do PPGEO:
GT 12: DINÂMICAS TERRITORIAIS EM CIDADES PEQUENAS E MÉDIAS: mobilidades, urbanidades, ruralidades e desigualdades socioespaciais
Uma radiografia do porte dos municípios brasileiros nesta terceira década do século XXI – considerando estimativa populacional do IBGE para 2021 e como objeto a distribuição dos municípios brasileiros por dimensão populacional – revela a importância e a expressividade das cidades pequenas e médias. De um total de 5.570 cidades, 3.770 (68%) têm menos de 20.000 habitantes, 1.120 (20%) têm entre 20.001 a 50.000 habitantes, 354 (6%) têm entre 50.001 a 100.000 habitantes, 277 (5%) têm entre 100.001 a 500.000 habitantes e apenas 50 (1%) têm população acima de 500.000 habitantes. Reconhecemos que esses dados, isoladamente, mascaram a concentração populacional e as densidades urbanas nas cidades médias e grandes. Todavia, não podemos ignorar que os dados informam um fenômeno socioespacial expressivo que não pode ser negligenciado pela ciência e pelas políticas territoriais: o número expressivo de cidades pequenas e médias, dispersas espacialmente pelo território brasileiro. Assim, é imperativo o esforço de apreensão das dinâmicas territoriais (históricas, geográficas, econômicas, sociais e políticas) que entrecruzam esses complexos espaciais, denominados cidades pequenas e médias. Entende-se que as cidades estabelecem relações funcionais, conformando redes urbanas que ativam a mobilidade espacial da população em diferentes escalas, promovendo movimentos pendulares. A ação do Estado e do capital promove a concentração espacial dos bens e serviços, engendrando novos processos (migratórios, concentração populacional e crescimento urbano) que podem conduzir a ampliação das desigualdades socioespaciais. O estudo das pequenas e médias cidades tem empreendido um esforço para elucidar as novas relações entre a cidade e o campo, o rural e o urbano, caracterizadas pela interação, coexistência e imbricação de conteúdo do rural e do urbano, ou seja, da produção de espaços híbridos que conjugam urbanidades e ruralidades. Considerando essa complexidade, acolhemos trabalhos que tratem da mobilidade, urbanidades, ruralidades e desigualdades socioespaciais que se manifestam nas cidades pequenas e médias.
Coordenador(a):
Agripino Souza Coelho Neto (UNEB)
Ana Ivania Alves Fonseca (UNIMONTES)
Jovenildo Cardoso Rodrigues (UFPA)
Antonio Muniz dos Santos Filho (UNEB)
Gil Carlos Silveira Porto (UNIFALMG)
GT16: ESPAÇOS PÚBLICOS E PRODUÇÃO DA CIDADE E DO URBANO
A proposta deste grupo de trabalho é congregar pesquisas de distintas perspectivas teórico-metodológicas para reflexão sobre os sentidos dos espaços públicos na cidade contemporânea e suas relações com o processo de produção da cidade e do urbano. O objetivo é estabelecer um canal de diálogo entre pesquisadores que têm realizado esforços para compreender as relações dos espaços públicos com a vida cotidiana e o segmento de mercado, que os incorpora às práticas imobiliárias, valendo-se de discursos e práticas em suas dimensões material e simbólica. Praças, parques, ruas, avenidas, áreas livres, áreas verdes e de lazer, entre outros elementos da paisagem urbana, têm sido cada vez mais objetos de especulações mercantis, confrontando com os interesses da coletividade e ampliando as contradições entre valores de troca e de uso no espaço urbano. A ampliação das ações neoliberais nas cidades tem contribuído para a restrição ou mesmo reafirmação de práticas históricas em relação aos usos e apropriações dos espaços públicos, quer seja pela ação normativa do Estado ou mesmo pelo poder das forças econômicas de mercado, acentuando as contradições entre o público e o privado. Nesta perspectiva, são questões pertinentes a este grupo de trabalho: a) refletir o papel dos agentes produtores do espaço urbano nos processos de reprodução, fragmentação e segregação socioespacial, b) problematizar as formas de produção, apropriação, planejamento e gestão do espaço público, c) compreender os distintos usos e significados dos espaços públicos face às novas lógicas econômicas e espaciais presentes nas cidades, d) destacar as perspectivas de qualidade de vida humana a partir dos usos e apropriações dos espaços públicos, e) problematizar as dimensões ambientais e os discursos e práticas sobre sustentabilidade, f) enfatizar o espaço público enquanto o lugar do lúdico, da festa, da reivindicação, do improviso, da vivência, da convivência, da expressão, representação e sociabilidade urbana.
Coordenador(a):
Marcos Antônio Silvestre Gomes (UFF)
Carlos Roberto Loboda (UFU)
Julia Katia Borgneth Petrus (UFMA)
Carlos Alexandre de Bortolo (UNIMONTES)
Silvana Cristina da Silva (UFF)
GT 76: Uso das (Geo)tecnologias na modelagem, representação e análise do espaço: discussão crítica acerca de sua aplicação na pesquisa e no ensino
A Geografia é uma ciência interdisciplinar e multidisciplinar que lida com problemas ambientais, sociais e econômicos. Os geógrafos frequentemente trabalham em equipes multidisciplinares para realizar diagnósticos e prognósticos, trazendo uma visão integrada do ambiente e da sociedade. As Geotecnologias são ferramentas essenciais para coletar, processar, analisar e representar informações geográficas, o que é fundamental para a produção cartográfica e estudos geográficos. No entanto, apesar da popularização dessas tecnologias, o uso inadequado e a falta de fundamentos na comunicação gráfica podem levar a mapas descontextualizados e subutilizados. Para abordar esse tema, propõe-se o GT “Uso das (Geo)tecnologias na modelagem, representação e análise do espaço: discussão crítica acerca de sua aplicação na pesquisa e no ensino", que tem como objetivo discutir o papel crítico das geotecnologias na pesquisa e no ensino de Geografia, em todos os níveis, e promover o diálogo entre pesquisadores para apresentar novas técnicas, tecnologias e funcionalidades que possam fortalecer programas de pós-graduação e atração de público interessado nesse tema.
Coordenador(a):
Diego Tarley Ferreira (UFG);
Alécio Perini Martins (UFJ);
Natália Lampert Batista (UFSM);
Cristiano Marcelo Pereira Souza (Unimontes);
Silvio Braz de Souza (UFRN)